A maioria das pessoas joga fora documentos que podem economizar imposto no futuro
Você guardaria um comprovante capaz de economizar milhares de reais no futuro?
A maioria das pessoas responderia que sim.
Mesmo assim, durante uma construção, é comum que proprietários descartem documentos importantes sem perceber o impacto que eles podem ter anos depois.
Quando alguém está construindo uma casa, a atenção costuma estar voltada para o orçamento da obra, escolha dos materiais, contratação da mão de obra, cronograma e acabamento. Pouca gente pensa na relação entre esses gastos e os impostos que poderão surgir futuramente.
O ponto é que alguns custos da construção não terminam quando a obra acaba.
Eles podem influenciar diretamente a regularização do imóvel, o cálculo do INSS de obra, a averbação da construção e até o imposto de renda devido em uma futura venda do imóvel.
Talvez você nunca tenha ouvido falar em INSS de obra.
De forma simples, trata-se de uma contribuição previdenciária relacionada à construção civil que pode ser exigida durante o processo de regularização da obra.
O valor é devido tanto por pessoas jurídicas quanto por pessoas físicas que constroem, e varia conforme as características da construção e a documentação disponível.
Vou explicar esse tema em detalhes no próximo artigo. Por enquanto, o importante é entender que a organização dos documentos da obra pode influenciar diretamente esse cálculo.
Ao longo da minha atuação com regularização de obras e análise de INSS de obra, percebo que muitos proprietários enfrentam dificuldades porque não receberam orientação no momento certo.
Por isso, neste artigo, vou mostrar cinco custos que merecem atenção especial durante uma construção e explicar por que a documentação relacionada a eles pode fazer diferença no futuro.
1. Juros de financiamento da construção
Quem financia a construção de um imóvel costuma concentrar a atenção no valor das parcelas.
Mas existe outro aspecto importante: a documentação do financiamento.
Os documentos relacionados ao financiamento podem ser relevantes para compor o histórico financeiro da construção e demonstrar a origem dos recursos utilizados na obra.
Além disso, manter contratos, demonstrativos e comprovantes organizados ajuda a construir um histórico patrimonial mais consistente.
É comum encontrar proprietários que guardam apenas os contratos principais e descartam documentos complementares que podem ser úteis futuramente.
Se você está construindo com recursos financiados, crie uma pasta específica para armazenar toda a documentação relacionada ao financiamento.
2. ITBI: um custo frequentemente esquecido
O Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) é um dos primeiros custos que surgem na aquisição de um terreno ou imóvel.
Muitas pessoas pagam esse imposto, registram a compra e nunca mais olham para a documentação.
O valor pago de ITBI faz parte do histórico financeiro da operação imobiliária.
Quando os documentos não estão organizados, o proprietário pode ter dificuldades para demonstrar determinados custos relacionados à aquisição do imóvel.
Por isso, além de guardar a guia de pagamento, mantenha também a escritura, o registro e todos os documentos relacionados à compra do terreno.
3. Benfeitorias realizadas durante a obra
Uma construção raramente segue exatamente o projeto original.
Mudanças acontecem.
Áreas são ampliadas.
Acabamentos são substituídos.
Soluções mais sofisticadas são adotadas.
Cada uma dessas melhorias pode representar investimento adicional no imóvel.
Muitos proprietários não documentam adequadamente essas alterações.
Sem notas fiscais, contratos ou comprovantes, torna-se mais difícil demonstrar os investimentos realizados ao longo do tempo que aumentam o valor do bem.
Por isso, toda melhoria executada durante a obra deve ser acompanhada de documentação organizada.
Esse cuidado pode fazer diferença anos depois.
4. Recibos de pedreiros e prestadores de serviço
Este é um dos pontos mais importantes para quem está construindo.
Muitas obras contam com pedreiros, pintores, eletricistas, encanadores e outros profissionais contratados diretamente pelo proprietário.
Em diversos casos, a contratação é informal e os pagamentos são realizados sem qualquer documento comprobatório.
Quando isso acontece, o proprietário perde a oportunidade de manter um histórico adequado da mão de obra utilizada na construção.
Recibos assinados, contratos e comprovantes de pagamento ajudam a construir uma documentação mais consistente sobre a execução da obra.
E quando falamos de INSS de obra, a documentação da mão de obra merece atenção especial.
Ela ajuda a demonstrar a realidade da execução da construção e influencia diretamente a forma como o INSS de obra poderá ser calculado.
5. Notas fiscais dos materiais utilizados na construção
Muitas pessoas guardam notas fiscais apenas durante a obra.
Depois que a construção termina, esses documentos acabam sendo descartados.
Esse é um erro bastante comum.
As notas fiscais ajudam a demonstrar os investimentos realizados na construção e podem ser relevantes em diferentes etapas relacionadas ao imóvel.
Por isso, minha recomendação é simples:
Guarde todas as notas fiscais dos materiais utilizados na obra.
Organize os documentos por categoria e mantenha cópias digitais sempre que possível.
Essa prática reduz riscos e facilita futuras análises relacionadas à construção.

Além disso, alguns materiais podem contribuir para a redução do valor devido do INSS de obra.
O que todos esses custos têm em comum?
Juros de financiamento.
ITBI.
Benfeitorias.
Recibos de prestadores.
Notas fiscais de materiais.
À primeira vista, parecem apenas documentos administrativos.
Mas existe um ponto em comum entre todos eles:
Eles ajudam a compor o valor patrimonial da construção.
E quanto mais organizada estiver a documentação, maiores são as chances de evitar problemas futuros relacionados à regularização da obra.
É justamente nesse ponto que muitas pessoas descobrem a existência do chamado INSS de obra.
Quando a Receita Federal precisa analisar uma construção, a documentação disponível pode fazer toda a diferença.
Por isso, quem está construindo hoje deve pensar não apenas na obra atual, mas também na documentação que poderá ser necessária amanhã.
Próximo passo
Agora que você entendeu por que a documentação da obra é tão importante, existe uma pergunta que costuma surgir:
Se a Receita Federal não conhece a minha obra, como ela consegue calcular valores tão altos de INSS de obra?
No próximo artigo, vou explicar exatamente como funciona esse cálculo e por que algumas construções recebem cobranças superiores a R$ 100 mil.
Precisa de orientação sobre INSS de obra?
Se você está construindo, terminou uma obra recentemente ou recebeu alguma exigência relacionada à regularização da construção, uma análise técnica pode evitar problemas futuros.
Atendo proprietários em todo o Brasil na análise e regularização de INSS de obra, buscando sempre o enquadramento correto da construção e o menor valor possível dentro da legislação.
Entre em contato para avaliar sua situação.